Para Roberto Padovani, estrategista-chefe do Banco WestLB do Brasil, a medida deve ter o efeito desejado pelo Banco Central: controlar o crédito, desacelerar o crescimento e reduzir o consumo.
Por outro lado, ele não acha que o imposto maior vai conter as expectativas de inflação -o que costuma ocorrer quando o governo eleva a Selic (taxa básica de juros).
"A medida não deve convencer a sociedade de que a inflação ficará baixa e isso pode alimentar mais a alta dos preços", afirmou.
O ex-diretor do BC Carlos Thadeu de Freitas considera a medida coerente e acha que ela vai conter o consumo.
Para Freitas, o BC tem evitado subir a Selic, para não aumentar ainda mais a entrada de dólares para investimentos em títulos públicos, o que valorizaria mais o real.
Em 2008, para conter a inflação, o IOF também foi elevado para 3%. A alíquota foi mantida por um ano.